quinta-feira, 11 de agosto de 2011
ALIMENTANDO OS CÃES PARA AS ETAPAS DA VIDA
Alimentando Cães Adultos
Quando um cão atinge a maturidade total, ele entra no período de manutenção. Os animais saudáveis normais que não estão prenhes, amamentando ou trabalhando pesado têm necessidades nutricionais relativamente baixas para manter um estado corporal apropriado. Um bom estado corporal é aquele em que o animal está bem proporcionado, com uma cintura perceptível atrás das costelas, podendo-se, ao apalpá-las, sentir uma fina camada de gordura sobre elas.
Com a variedade de alimentos para cães nutricionalmente completas e balanceadas existentes no mercado, proporcionar uma dieta apropriada para um cão adulto pode ser simples, sem a necessidade de nenhum tipo de suplemento. Se carne ou sobras de comida forem administradas como suplemento, elas deverão perfazer não mais de 10% da dieta total. Níveis mais elevados podem diluir o valor nutricional da dieta comercial, predispor um animal à obesidade e levar um animal a ficar exigente para comer.
No caso de cães com necessidades calóricas mais baixas e/ou cães que são menos ativos, deve-se atentar para a possibilidade de um ganho de peso excessivo. Freqüentemente, o peso de um cão pode ser reduzido simplesmente eliminando-se as sobras de comida e snacks da dieta e evitando-se alimentos para cães de alto teor calórico. Cães com excesso de peso podem ter mais problemas de saúde e uma expectativa de vida mais curta.
As recomendações para a alimentação de cães adultos podem variar, dependendo da raça, da atividade, do metabolismo e da preferência do dono do cão. Independentemente do fato de um animal ser alimentado uma ou duas vezes ao dia, ele deve ser alimentado na mesma hora e ter sempre água potável fresca à sua disposição. Assim como acontece com os seres humanos, o apetite de um cão pode variar de dia para dia. Isto não deve constituir nenhum problema, a menos que a perda de apetite persista ou o cão apresente sinais de doença ou perda de peso. Nestas situações, o cão deve ser examinado por um veterinário.
Alimentando Durante a Prenhez
Independentemente da raça, a fêmea deve ter pelo menos um ano de idade e estar pelo menos no segundo período de cio antes de acasalar. É importante o estado corporal tanto dos machos como das fêmeas utilizados em um programa de reprodução. Se os machos estiverem com excesso de peso, eles poderão ser fisiológica e anatomicamente ineficientes para o acasalamento. As fêmeas com excesso de peso podem ter taxas de concepção mais baixas e mais problemas no momento do parto. A ingestão de alimentos variará de acordo com a idade, atividade, metabolismo corporal e ambiente. Se possível, cada cão deverá ser alimentado individualmente a fim de atingir e manter o estado corporal normal.
As necessidades de nutrientes da fêmea durante as primeiras seis ou sete semanas de prenhez não são maiores do que para os cães na manutenção. Durante as últimas duas ou três semanas, as necessidades para todos os nutrientes aumentarão e as necessidades calóricas poderão ser atendidas durante o último terço aumentando-se, gradualmente, a ingestão de alimentos pela fêmea. Recomendam-se dietas contendo mais de 3.500 calorias metabolizáveis por quilo de alimento e, pelo menos, 21% de proteína. A forma mais fácil de assegurar uma nutrição apropriada consiste em dar ao cão um alimento para cães de boa qualidade que seja rotulado como completo e balanceado para reprodução e crescimento ou para todas as etapas da vida. Quando estas dietas dadas, não é necessária a suplementação de vitaminas e minerais. Problemas podem ocorrer com o excesso de suplementação, particularmente quando níveis elevados de vitamina A ou cálcio são acrescentados.
A menos que uma fêmea tenha tendência para engordar demais durante a prenhez, pode-se dar a ela todos os alimentos que ela quiser comer. Não é raro que uma fêmea prenhe diminua sua ingestão de alimentos, temporariamente, por volta da terceira ou quarta semana de prenhez. Normalmente, ela comerá mais durante a última fase da prenhez. Todavia, se isto não ocorrer e o estado corporal começar a deteriorar-se, medidas deverão ser tomadas para aumentar a ingestão de alimentos. Isto pode ser feito umedecendo-se o alimento seco com água morna a fim de melhorar a palatabilidade ou adicionando-se pequenas quantidades de alimentos enlatados para cães ao alimento seco e alimentando-se a fêmea várias vezes ao dia. À medida em que o momento do parto se aproxima, a fêmea pode perder o apetite. Isto é considerado como um comportamento normal e, a menos que ela pareça estar com um problema de saúde, não será necessária nenhuma alteração no programa de alimentação. Em muitos casos, a rejeição ao alimento durante a última semana é uma indicação de que o parto ocorrerá dentro das próximas 24 a 48 horas. Usualmente, dentro de 24 horas pós-parto, o apetite da fêmea retornará. Após o nascimento dos cãezinhos, ela deverá receber todo o alimento que quiser.
Durante a reprodução, a água serve como um meio de transporte de nutrientes para o feto em desenvolvimento e remove os resíduos para serem eliminados. As outras funções importantes da água dietética consistem em ajudar a regular a temperatura corporal e em auxiliar na produção de leite. Manter as vasilhas de água limpas e trocar a água freqüentemente tendem a encorajar o consumo de água. Água fresca em uma vasilha limpa deve estar disponível durante todo o tempo.
Alimentando Durante a Lactação
A produção de leite é uma das etapas que apresentam maiores necessidades nutricionais na vida de uma fêmea. Uma dieta completa e balanceada para a reprodução e crescimento ou para todas as etapas da vida proporcionará a nutrição de que uma fêmea precisa durante este tempo. A necessidade de leite dos cãezinhos que estão mamando continuará a aumentar durante cerca de 20 a 30 dias. Conseqüentemente, as necessidades de alimento e água da fêmea aumentam neste período. No pico da lactação, a ingestão de alimento da fêmea pode ser duas a quatro vezes maior do que sua ingestão de alimento usual ou de manutenção. Pode acontecer que fêmeas muito atenciosas raramente deixem seus filhotes para comer ou beber e precisarão de encorajamento. A mesma dieta utilizada durante o período de gestação pode ser dada durante a lactação. A fim de manter um bom estado corporal e fornecer amplas quantidades de leite aos seus filhotes, as fêmeas lactantes devem receber todo o alimento que quiserem.
Umedecer com água o alimento seco para cães ajudará a aumentar a ingestão de alimento durante a lactação. Uma outra importante razão para oferecer alimento seco umedecido é que, com três a quatro meses de idade, os filhotes normais começam a lambiscar alimentos sólidos. Acostumar os filhotes a uma dieta comercial de boa qualidade o mais cedo possível ajudará a evitar que se tornem enjoados para comer. Alimentos preparados em casa devem ser evitados. À medida em que os filhotes começam a comer mais alimento sólido, a necessidade de produção de leite da fêmea diminui. Normalmente, os filhotes são desmamados entre seis e oito semanas de idade e, na época da desmama, o consumo de alimento pela fêmea deve ser de menos de 50% acima do seu nível usual ou de manutenção. A fim de ajudar a reduzir o fluxo de leite e evitar problemas nas glândulas mamárias, recomenda-se o seguinte procedimento para a desmama:
No dia em que os filhotes são desmamados, a fêmea não deve receber nenhum alimento, mas deve ter bastante água fresca para beber. Deve-se separar os cãezinhos da mãe e oferecer-lhes alimento e água. Alimento seco umedecido com água morna pode ajudar a estimular os cãezinhos a ingerirem alimento. No dia após a desmama, a mãe deve receber ¼ da quantidade de alimento que lhe era oferecida antes dela ser acasalada. A mãe e os filhotes podem ser mantidos juntos por várias horas no dia após a desmama de modo que os filhotes possam mamar até acabar com o leite da mãe. No terceiro dia, a fêmea deve receber ½ da quantidade que recebia antes do acasalamento e, no quarto dia, ¾ da referida quantidade. No quinto dia, deve-se oferecer a ela seu nível de alimentação de manutenção usual. Se a ninhada for grande, a fêmea poderá estar bem magra quando os filhotes forem desmamados. Neste caso, deve-se dar a ela uma quantidade extra de alimento após o quinto dia da desmama e até o seu estado corporal voltar ao normal.
Alimentando os Filhotes
Nos primeiros sete a dez dias de vida, os olhos do filhote permanecem fechados. Mesmo assim, durante o referido período, os filhotes dobram seu peso ao nascimento e ficam cada vez mais ativos. Como regra elementar, cada filhote em uma ninhada deve ganhar, aproximadamente, seu peso ao nascimento a cada semana durante o período de lactação ou amamentação (na primeira semana ele pode ganhar um pouco menos e nas semanas finais um pouco mais do referido peso).
Embora as fêmeas sejam, em sua maioria, excelentes mães, algumas mães nervosas ou descuidadas podem precisar de uma atenção especial que as ajude a se acalmar e aceitar sua nova prole. Para isto pode ser que tenhamos que trabalhar junto à mãe e/ou filhotes e colocar os filhotes junto ao mamilos da mãe. Os filhotes mal amamentados poderão ter um tamanho menor, uma temperatura corporal mais baixa e menos peso. Ao cuidar, rotineiramente, dos filhotes você terá uma oportunidade de verificar seu estado e progresso, embora cuidados excessivos possam ser estressantes para a mãe e os filhotes e devam ser evitados.
Usualmente, a maneira típica de um filhote começar a comer alimentos sólidos (cerca de 3 a 4 semanas) é correndo por cima e em volta da vasilha de alimento da mãe e lambendo o alimento seco umedecido que fica em suas patas. Por causa disto, o alimento tenderá a ficar compactado, razão porque se deve considerar a necessidade de mexer a dieta compactada ou oferecer quantidades frescas periodicamente. Com seis semanas de idade, a maioria dos filhotes está pronta para ser desmamada. Se os filhotes tiverem começado a comer alimentos sólidos da vasilha da mãe, não é raro que comecem, eles próprios, a se desmamarem com cerca de quatro a cinco semanas de idade.
As necessidades de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento normais dos filhotes são maiores do que aquelas de um cão adulto. Por esta razão, as dietas nutricionalmente completas e balanceadas destinadas ao crescimento e reprodução ou todas as etapas da vida são recomendadas. Não é necessária nenhuma suplementação adicional na forma de vitaminas, minerais, carne ou outros aditivos.
A capacidade do estômago de um filhote não é grande o bastante para conter alimento suficiente, ingerido em uma "refeição", para atender à sua necessidade diária de nutrientes requeridos. Os filhotes novos devem ser alimentados pelo menos três vezes ao dia até que suas necessidades alimentares comecem a equilibrar-se à medida em que vão amadurecendo. Os filhotes devem ter água fresca em uma vasilha limpa à sua disposição durante todo o tempo.
Como no caso das fêmeas prenhes, o alimento seco pode ser umedecido com água morna à fim de estimular a ingestão de alimento. O leite também pode ser utilizado para umedecer o alimento seco, todavia, o leite em excesso pode atuar como um laxativo e causar problemas digestivos para alguns filhotes e cães adultos. Deve-se dar uma hora para o filhote comer, após o que a porção não comida deve ser descartada. Alimento seco umedecido ou alimento enlatado deixado à temperatura ambiente pode tornar-se intragável e até mesmo estragar-se se deixado fora por várias horas.
Estabelecer hábitos alimentares rotineiros alimentando um filhote no mesmo lugar e à mesma hora todos os dias é recomendável e pode ajudar a treiná-lo a se comportar bem em sua casa. Oferecer alimentos humanos da mesa não é recomendável porque isto encorajaria o animal a pedir comida e poderia a torná-lo enjoado para comer. Os filhotes que consomem uma dieta completa e balanceada não precisam de vitaminas, minerais ou carne suplementares. Na realidade, o excesso de suplementação provou ser prejudicial para o desenvolvimento apropriado dos filhotes novos e em crescimento.
A quantidade de alimento oferecida a um filhote variará, dependendo do seu tamanho, atividade, metabolismo e ambiente. Não se deve deixar que os filhotes fiquem com excesso de peso. O excesso de peso não só dá ao filhote uma má aparência, mas também pode causar anormalidades ósseas. Se um filhote parece que está engordando demais, sua ingestão de alimento deve ser reduzida. Se um filhote parece que está magro demais e não há nenhum problema de saúde, sua ingestão de alimento deve ser aumentada. Toda vez que os donos tiverem perguntas a fazer ou preocupações a respeito do estado corporal do seu animal, eles devem consultar seu próprio veterinário.
Alimentando Cães de Trabalho
Independentemente da temperatura ambiental sazonal ou do estado fisiológico de um cão, quando tudo mais é igual, quanto mais ativo for um cão, de mais alimento ele precisará. Todos os nutrientes serão requeridos em quantidades maiores do que para um cão adulto em manutenção, não simplesmente proteína adicional ou minerais extra, tais como cálcio e fósforo. A atividade física é o resultado externamente visível de uma seqüência complexa de contrações musculares. A combustão de combustíveis dietéticos, tais como gordura, proteína e carboidratos proporciona a energia para o trabalho muscular. Água, vitaminas e minerais participam na utilização da energia para trabalho.
Os cães de trabalho são, usualmente, aqueles utilizados para caçar, pastorear ovelhas, bem como cães que, rotineiramente, correm longas distâncias (isto é, mais de 20 milhas por semana). Estes grupos de cães de trabalho podem ter uma maior necessidade de nutrientes quando estão treinando ou efetivamente trabalhando. A necessidade de nutrientes adicionais dependerá do nível de atividade de um cão em particular. Um ponto de referência é o fato de que eles são completos e balanceados com alta densidade de nutrientes, incluindo, pelo menos, 26% de proteína, 10% de gordura, 30% de carboidratos e 3.000 quilocalorias por quilo de alimento seco.
Nos períodos em que um cão não está treinando nem trabalhando, é recomendável que a quantidade da ração de treinamento/trabalho do cão seja reduzida ou que o cão passe, gradualmente, para uma alimentação com menos calorias e menos densa em nutrientes (contendo, pelo menos, 20% de proteína e 3.300 quilocalorias por quilo de alimento). Manter os cães em um bom estado corporal no período em estão fora de atividade ajuda a tornar menos estressante o seu condicionamento para os períodos de treinamento ou trabalho.
Não se deve dar aos cães que estão trabalhando ou treinando uma refeição imediatamente antes ou imediatamente após uma sessão de atividade extenuante. Alimentar os cães quase na hora dos exercícios pode resultar em um mau desempenho ou distúrbio gástrico ou desconforto (evidenciado por vômitos ou fezes soltas) e aumentar o risco de dilatação gástrica. A utilização apropriada de alimentos (tais como snacks ou snacks) durante os períodos de maior atividade pode evitar desconforto de fome e fadiga nos cães de trabalho. A utilização apropriada de alimentos consiste em oferecer o snack ou snack após um período de repouso, em pequenas porções, com água fresca e fria e seguido de um período de repouso.
Alimentando Cães Mais Velhos
Os cães são definidos como mais velhos ou geriátricos quando atingiram os últimos 25% do seu período de expectativa de vida, que está diretamente relacionado com o tamanho ou raça, bem como cuidados recebidos durante toda sua vida:
• Cães de raça pequena com mais de 12 anos de idade
• Cães de raça média com mais de 10 anos de idade
• Cães de raça grande com mais de 9 anos de idade
• Cães de raça gigante com mais de 7 anos de idade
Alguns sinais de envelhecimento:
• mudanças no peso corporal com dificuldade na locomoção (movimento)
• mudanças da audição e/ou visão
• mudanças na pele e/ou pelagem
• mudanças nos hábitos de urinar e defecar
• mau hálito associado a problemas nos dentes ou na boca
Estudos mostraram que os cães mais velhos saudáveis utilizam a proteína do mesmo modo que o cão adulto jovem e que os cães geriátricos podem precisar de, aproximadamente, 50% a mais de proteína do que os cães adultos mais jovens. Entretanto, as dietas comerciais atuais formuladas para cães adultos em manutenção, geralmente, proporcionam proteína adequada. Os animais menos ativos podem ter baixas necessidades calóricas, razão porque se deve ter cuidado ao se administrar dietas densas em calorias a fim de evitar o risco de um ganho excessivo de peso.
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